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28.1.04

Jornalistas portugueses na guerra 

«Investigador defende que jornalistas portugueses fizeram jogo do franquismo
Por João Manuel Rocha

Os jornalistas portugueses que fizeram a cobertura noticiosa da guerra civil espanhola, entre 1936 e 1939, desempenharam um papel de "mercenários de uma propaganda ignóbil" contra a II República e funcionaram como "agentes de uma campanha internacional de apoio ao franquismo".

A ideia é defendida pelo investigador espanhol Alberto Pena Rodríguez, da Universidade de Vigo, num artigo publicado na revista "Media & Jornalismo" dedicado ao "Jornalismo em tempo de guerra", que hoje é apresentada em Lisboa (Livraria Bulhosa, 18h00). "A maioria dos correspondentes portugueses mostraram ser acérrimos defensores do salazarismo e, consequentemente, firmes apoiantes do franquismo", escreve no artigo "A guerra de propaganda de Salazar - Os correspondentes portugueses e a Guerra Civil de Espanha (1936-1939)".

Pena Rodríguez ressalva que "nem todos defenderam os rebeldes com a mesma paixão", mas invoca também, por exemplo, o testemunho de Norberto Lopes, chefe de redacção do "Diário de Lisboa" no tempo da guerra civil, ele próprio enviado a Espanha, quando, meio século depois, em 1986, numa entrevista ao "Diário de Notícias", afirmou que a atitude da imprensa portuguesa não foi naquele período "brilhante nem digna". Mas o académico não hesita em afirmar que, na sua maior parte, os enviados mostraram ser "acérrimos defensores do salazarismo e, consequentemente, firmes apoiantes do franquismo".

O condicionamento da informação era anterior ao trabalho jornalístico em si. "A decisão soberana de enviar este ou aquele jornalista para Espanha cabia, em última instância, ao Secretariado de Propaganda Nacional, mediante as propostas dos diversos órgãos de comunicação social, que além disso precisavam de um salvo-conduto da Representação da Junta de Burgos [chefiada pelo general Francisco Franco] em Lisboa."

Porquê um tal controlo? "Havia, evidentemente, demasiadas coisas em jogo para que o governo português se permitisse o descuido de deixar um jornalista sem o perfil devidamente moldado à ideologia do Estado Novo passar a fronteira e escrever a partir de Espanha em absoluta liberdade. O papel dos correspondentes portugueses estava longe de ser insignificante. Eles formavam parte da engrenagem propagandística da imprensa portuguesa e podemos considerar a sua função como essencial", escreve Pena Rodríguez.

O mote, escreve o académico, era que "a Rússia tencionava invadir Espanha e Portugal. E a sua [dos jornalistas] missão consistia em lutar pela liberdade da Península a partir das trincheiras do jornalismo".

Mais de três dezenas de enviados

A guerra de Espanha, recorda o investigador, implicou a deslocação de mais de três dezenas de jornalistas e fotógrafos dos principais jornais portugueses, que trabalharam em "território rebelde", leia-se franquista. E, apesar do "pendor ideológico", a cobertura que fizeram "foi uma das mais completas de entre todas as realizadas por jornalistas estrangeiros". Os portugueses "eram testemunhas fiéis, excelentes intérpretes do ideário fascista da Falange Espanhola. Glorificavam as vitórias dos rebeldes e enalteciam os seus comunicados, destacavam a obra social de Franco enquanto o identificavam com a verdadeira Espanha".

A simpatia com que os opositores da República eram tratados explica as facilidades dadas aos repórteres portugueses. Logísticas, mas também de acesso às fontes: a primeira entrevista de Franco após o golpe de 1936 foi dada ao "Diário de Lisboa", um "furo" que teve repercussão mundial.

Os enviados portugueses, nota o académico espanhol, "enviaram as suas crónicas a partir das múltiplas frentes da batalha, fazendo sempre interpretações parciais do conflito a favor dos rebeldes, de acordo com as directrizes fornecidas pelo governo do Estado Novo através do Secretariado de Propaganda Nacional".

A parcialidade dos jornalistas portugueses é ilustrada pelo exemplo de Leopoldo Nunes, que "não hesitou em reconhecer, numa das suas informações sobre a 'limpeza' rebelde entre os mineiros de Ríotinto, em Huelva, a sua colaboração com os militares insurrectos". Mais tarde, nos cartazes de promoção de um livro sobre a experiência de guerra, o mesmo jornalista surgiu de braço estendido em saudação fascista. [...]»

..
Fonte: Jornal Público, 28.Jan.04, Media, p. 44.

Cartazes nacionalistas 

Neste site. Prossegue a construção de uma base iconográfica. Quaisquer envios serão bem-vindos.

Contributo 

O Bota Acima contribui com uma reflexão para a Guerra Civil Espanhola. Fica a nota.

20.1.04

Papel moeda na Guerra Civil 

Colaboração de Sonia Dominguez.
___________________________

Quase todas as aldeias republicanas, desde os primeiros dias de Agosto de 1936, emitiram vales de papel moeda devido à escassez de moeda fraccionária. Nem o Governo republicano nem o respectivo Ministério autorizaram as emissões das Câmaras municipais, conselhos locais e cooperativas, mas estas moedas foram emitidas por uma falta evidente de dinheiro, para abastecer aos refugiados que fugiam do avanço dos rebeldes e, sobretudo, pela implantação do comunismo libertário, que aboliu o dinheiro como tal se conhecia até ao momento.

É desde 1937 que o Governo consente ou tolera estas emissões, dada a necessidade da população, mas sempre como medida provisional e enquanto o seu valor fosse entre cinco cêntimos e cinco pesetas.

O primeiro papel moeda [imagens 1 e 2] é da Unió de Cooperadores de Barcelona, que foi emitida dois meses depois do início da guerra. Estas uniões eram cooperativas formadas por gente que partilhava o seu desejo de autogestão, de participar nas decisões sobre o seu futuro, sem exploração, com respeito e solidariedade.

O segundo [imagens 3 e 4] é da Câmara Municipal de Llinars del Vallés, uma aldeia de Barcelona. Não é estranho que ambas sejam catalãs porque a Catalunha foi uma das regiões mais prolíficas na emissão de papel moeda, visto que se contabilizam 3.384 bilhetes diferentes.

Imagem 1



Imagem 2



Imagem 3
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Imagem 4
Clique aqui.

Colóquio 

CONVOCATORIA
V COLOQUIO INTERNACIONAL LA LITERATURA Y LA CULTURA DEL EXILIO REPUBLICANO ESPAÑOL DE 1939

El Centro Provincial del Libro y la Literatura de La Habana y su Casa del Escritor Habanero, convocan a participar en el V Coloquio Internacional La Literatura y la Cultura del Exilio Republicano Español de 1939 a celebrarse en La Habana entre los días del 12 al 15 de julio de 2004, con el propósito de tener un espacio de comunicación, reflexión y debate entre los interesados en el tema. En esta ocasión el
coloquio estará dedicado a homenajear al Ateneo Español de México.

Coauspiciadores:
Dirección Provincial de Cultura de La Habana.
Instituto Cubano del Libro.
Centro Cultural Pablo de la Torriente Brau.
Instituto de Literatura y Lingüística.
Sociedad Económica Amigos del País.
Grupo de Estudios del Exilio Literario (GEXEL) de la UAB, España.
Asociación para el Estudio de los Exilios y Migraciones Contemporáneas (AEMIC) Madrid, España.

Temas del Coloquio:
La Guerra Civil Española.
El exilio literario, cultural y científico republicano de 1939.
Trabajo bibliográfico (recuperación del patrimonio).
Crítica literaria y cultural sobre el exilio.
La mujer en el exilio.
Arquitectura, pintura, escultura, música y cine.
Pensamiento filosófico, pedagógico, científico y jurídico, instituciones.
Estudios históricos sobre el exilio.
Empresas editoriales del exilio. Publicaciones.
Proyecciones políticas de los exiliados.
El exilio interior.
El Fascismo – Corriente ideológica, política y social.
Actualidad y presencia del pensamiento fascista.
Consecuencias y ejemplos.

Admisión y presentación de resúmenes:
Un jurado de admisión seleccionará los resúmenes presentados con un texto no mayor de 250 palabras hasta el 15 de abril del 2004 acompañado de los siguientes datos:

Título.
Autor o autores. (Se acompañará de un breve curriculum).
Institución que representa.
Dirección particular y e-mail.
País.

Las decisiones serán informadas oportunamente a los autores que presentarán sus comunicaciones de la siguiente manera:

Se presentarán impresos (extensión máxima de 15 folios y formato word, letra Times New Roman, tamaño 12) y en soporte digital (disquetes) el 12 de julio al momento de la acreditación y como requisito indispensable para la participación.

La cuota de inscripción para los participantes será de $40.00 M.N. para los nacionales y $40.00 USD o EUROS para extranjeros e invitados. Estas cuotas serán abonadas en el momento de la acreditación el 12 de julio del 2004.

Para otros requerimientos o informes:
Dpto. de Relaciones Públicas
Casa del Escritor Habanero
Av. 41 No. 6204 e/62 y 64
San Antonio de los Baños, C.P. 32500 La Habana CUBA.


4.1.04

A dificuldade da evidência histórica 

«I have little direct evidence about the atrocities in the Spanish civil war. I know that some were committed by the Republicans, and far more (they are still continuing) by the Fascists. But what impressed me then, and has impressed me ever since, is that atrocities are believed in or disbelieved in solely on grounds of political predilection. Everyone believes in the atrocities of the enemy and disbelieves in those of his own side, without ever bothering to examine the evidence.»

George Orwell, Looking Back on the Spanish Civil War

3.1.04

Grupos e fracções: equivalências em inglês 


2.1.04

A guerra civil em 1938 



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