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16.9.03

Valas comuns reabertas 

«Vala comum onde se encontra García Lorca vai ser reaberta

As circunstâncias da morte de Federico García Lorca (1898-1936) poderão vir a ser conhecidas com maior detalhe com a reabertura da vala comum onde o escritor espanhol foi enterrado depois de ter sido executado pelos membros da Escuadra Negra, uma das mais sanguinárias divisões militares do Exército de Franco, no decorrer da guerra civil no país vizinho.

Dramaturgo, poeta, homossexual e militante de esquerda, García Lorca foi assassinado a 19 de Agosto de 1936 e sepultado juntamente com um professor local, Dióscoro Galindo, e dois toureiros membros de um grupo sindical anarquista - a CNT, Confederação Nacional de Trabalho. A vala comum, localizada em Alfacar, Granada, foi descoberta há 30 anos pelo historiador Ian Gibson, com base nas pistas de um homem que diz ter sido forçado a fazer a cova quando tinha 16 anos. «Tenho um testemunho oral sobre o que aconteceu, mas, com todo o respeito que é devido a Lorca, penso ser essencial encontrar o corpo», disse ontem Gibson à BBC.

Miguel Botella, antropólogo na Universidade de Granada, espera a autorização para começar os trabalhos. Botella, que trabalhou já em exumações no Peru, Argentina e Chile, diz que a tecnologia actual, baseada em sondas electromagnéticas, facilitará a identificação da vala e a distinção dos cadáveres. Apesar da oposição da família de García Lorca, a reabertura irá avançar, com o apoio do alcaide socialista de Alfacar, Juan Caballero, e dos familiares dos restantes defuntos, representados pela Associação para a Recuperação da Memória Histórica.

Francisco Galadí, neto de um dos toureiros enterrados em Granada com Lorca, e Nieves Galindo, neta do professor Dióscoro Galindo, querem recuperar os restos mortais dos seus familiares. Mas Laura García Lorca, neta do dramaturgo, diz que as escavações serão «uma falta de respeito para com um lugar sagrado», onde se encontram enterradas entre três e quatro mil pessoas, vítimas da repressão franquista. Mas Ian Gibson, historiador e biógrafo do poeta espanhol, contrapõe que «Lorca pertence à Humanidade e não à sua família».

Gibson crê na possibilidade de vir a determinar melhor os pormenores da morte «do espanhol mais amado em todo o mundo», um mistério ao qual tem dedicado grande parte da sua vida. «Acho que o espancaram brutalmente antes de o executarem. Podemos imaginar o ódio visceral que esta gente sentia em relação a homossexuais e a 'vermelhos'», diz o historiador.

As circunstâncias da morte de Lorca não são claras. Sabe-se que um ex-deputado da CEDA (Confederação Espanhola das Direitas Autónomas), Ramón Ruiz Alonso, o deteve na casa de Luís Rosales e que o comandante falangista José Valdés o mandou matar. Os testes de ADN e os exames morfológicos aos ossos podem provar se Lorca foi ou não enterrado em Alfacar e se os algozes obedeceram ao general Queipo de Llano, que de Sevilha terá dito a Valdés: «Dá-lhe café, muito café».

Mais de trinta mil pessoas foram executadas durante e depois da Guerra Civil de Espanha e encontram-se hoje em sepulturas anónimas. Emílio Silva, porta-voz da associação nacional para a exumação das vítimas de Franco, assegura que, apesar da oposição da família de Gracía Lorca, a exumação irá ser feita. «Será um momento simbólico, mas não podemos esquecer que Espanha está cheia de vítimas como esta, está cheia de Lorcas».

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Fonte: Tânia Marques, Público, 09.Set.03

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