<$BlogRSDUrl$> <body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d5523321\x26blogName\x3dEstudos+sobre+a+Guerra+Civil+Espanhola\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://1936-1939.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://1936-1939.blogspot.com/\x26vt\x3d-5296762208344818521', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

29.8.03

O PCP e a Guerra Civil - 1 

«[...] A mais emblemática demonstração da solidariedade internacionalista dos comunistas portugueses consistiu na sua participação directa na guerra [civil espanhola], como combatentes integrados nas várias unidades militares que se opuseram às tropas nacionalistas.

Durante toda Guerra Civil, o PCP manteve uma representação junto do Comité Central do Partido Comunista Espanhol, assegurada em diferentes alturas por Francisco Cachapuz, Pavel, Armando Correia Magalhães e Ludgero Pinto Basto. Estes dirigentes do PCP estavam simultaneamente em contacto com a Internacional Comunista, através do funcionário responsável Victorio Codovilla ("Medina"), a quem se juntou em Junho de 1937 Palmiro Togliatti ("Alfredo"), dirigente do Partido Comunista Italiano que o Comintern enviou para Espanha como representante especial junto da direcção do PCE. Codovilla e Togliatti tiveram uma importância fundamental na aplicação das directivas da Internacional em Espanha e ocuparam uma posição de relevo na direcção política do PCE durante a guerra.

Tanto os dirigentes do PCE como os funcionários do Comintern terão várias vezes insistido junto dos representantes do PC Português no sentido de que fossem enviados militantes para combater nas hostes republicanas e manifestavam alguma dificuldade em compreender as razões para o envio de um tão fraco contingente de comunistas portugueses voluntários. O PCP todavia nunca apelou de uma forma directa ao alistamento dos seus militantes, sobretudo porque não poderia dispensar os poucos de que dispunha. Com apenas 400 membros em 1935 e sucessivamente dizimado pela repressão policial, o PCP não poderia ter contribuído, como desejariam os comunistas espanhóis, com um vasto contingente de voluntários, sem que essa sangria conduzisse o partido à inactividade completa.

Sabe-se, no entanto, de vários casos, tanto de militantes como de simpatizantes comunistas, que integraram as fileiras republicanas, chegando mesmo a ocupar posições de destaque. Aqueles que se deslocaram de Portugal, principalmente membros das Juventudes, fizeram-no por iniciativa própria, ainda que credenciados pelo partido ou pela Frente Popular, mas tudo indica que se terá tratado de um contingente bastante modesto.

O seu número total constitui uma incógnita. Não existem estudos suficientemente documentados sobre a presença de portugueses ao lado dos republicanos espanhóis, e muito menos sobre aqueles que pertenciam ao PCP. Raros foram os investigadores que arriscaram um número para o total de participação portuguesa nas fileiras republicanas. Baseando-se unicamente em testemunhos recolhidos junto de voluntários que haviam combatido na guerra, alguns deles bem posicionados para fornecer informações com algum rigor, mas sem qualquer base documental escrita, Varela Gomes propôs uma cifra situada entre 1000 a 1200 [1]. Já César Oliveira, depois de um levantamento tão exaustivo quanto possível em vários fundos arquivísticos, considera provado que pelo menos 500 portugueses teriam integrado os exércitos republicanos [2].

Estes números, a que deve conferir-se um valor meramente indicativo, respeitam à totalidade dos portugueses que integraram as fileiras republicanas e não apenas aos comunistas. Uma parte seria com certeza comunista, mas estas estimativas englobam igualmente anarquistas, republicanos e provavelmente uma percentagem não negligenciável de elementos sem filiação política definida. [...]»

[1] Varela Gomes, "Portugueses na Guerra Civil de Espanha contra o Fascismo - O Mistério de um Silêncio", in História, n.º 74, Dezembro de 1984, p. 19.

[2] César Oliveira, Salazar e a Guerra Civil de Espanha, Lisboa, Edições "O Jornal", 1987, p. 271.

..
Fonte: João Brito Freire, "O Partido Comunista Português e a Guerra Civil de Espanha", in Portugal e a Guerra Civil de Espanha (Coord.: Fernando Rosas), Lisboa, 1998, Edições Colibri, p. 190-192

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Site Meter Copie e Divulgue