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11.7.03

O que escondem os papéis de Franco?  

Na edição da revista Visão de 24.Abr.03, o jornalista Gonzalo Martín escreveu uma peça de duas páginas intitulada O que escondem os papéis de Franco? (consultar versão .pfd).

Recorda-nos, fundamentalmente, uma Espanha adormecida num clima de secretismo histórico e numa «amnésia tácita da democracia», nas palavras de Martín, que impede visceralmente a investigação científica e compromete a cabal compreensão de todo um período charneira para a história da Europa. Todavia, Martín lança algumas pistas para tantas interrogações. Alguns excertos:


«Uma série de historiadores espanhóis começou a reclamar, há cerca de quatro meses, o direito à consulta de cerca de 27 mil documentos acumulados por Franco durante os seus 39 anos de poder (1936-1975). A depositária exclusiva de tal acervo é a Fundação Nacional Francisco Franco, dirigida pela filha do antigo caudillo, Carmen. Curiosamente, esta luta pública pelo acesso aos referidos arquivos foi desencadeada não pela esquerda, mas por um prolífero historiador pró-franquista, Ricardo la Cierva, que em 1995 esbarrou na muralha de mistério. «A Fundação não só me fecha as portas a mim como a historiadores insuspeitos como o general Rafael Casas de la Vega e os almirantes Francisco e Salvador Moreno. Aquilo não é uma fundação, mas um bunker genuíno, permanente e inalterável», desabafa.

[...] A consulta do arquivo escondido de Franco é [...] considerada indispensável para a reconstituição do passado. Apesar de recomendações formais nesse sentido das Cortes (Parlamento), a fundação orientada por Carmen Franco continua a subtrair o seu património às regras dos arquivos públicos.

[...] Algumas circunstâncias estranhas que rodearam a tentativa de golpe de Estado direitista protagonizada por Tejero de Molina (1981) vieram reforçar a autocontenção psíquica dos políticos espanhóis. [...] Não surpreende por isso que, só na área metropolitana de Madrid, existam ainda 18 estátuas de Franco, e que em muitas povoações da Meseta Central se conservem artérias com o seu nome. Se bem que, sob o Governo de centro-direita de Aznar, tenha crescido a revisitação combativa do passado pela esquerda. Em Julho último, na portuária Ferrol, a cidade natal de Franco, retirou-se uma grande estátua equestre de Franco, um homem bastante receptivo ao culto da personalidade.

O «pacto do esquecimento» foi facilitado pela natureza da evolução espanhola: o Rei Juan Carlos, hoje consensual, herdou o seu poder directamente de Franco. E também pela memória da guerra civil (1936-1939), um dos mais sangrentos conflitos fratricidas do século XX, onde morreram no mínimo 500 mil pessoas. Durante a guerra e ao longo do seu regime, um dos mais cruéis do Ocidente, Franco extremou a repressão de comunistas, anarquistas, socialistas e maçons.

Criou mesmo o Tribunal Especial para a Repressão da Maçonaria. Segundo o actual grão-mestre, Tomás Sarobe, durante 39 anos foram assassinados 12 mil maçons e elaborados processos judiciais a 40 mil (alguns, afinal, não maçons). Também a Igreja Católica, que emergiu ganhadora do conflito, teve a sua quota-parte de vitimização: cerca de 7 mil padres e outros religiosos foram executados, entre mais de 100 mil activistas católicos mortos.

[...] Uma ideia desta «história enterrada» é dada pela existência, em valas comuns, de 30 mil cadáveres de vítimas da guerra civil (sobretudo nas zonas republicanas). As câmaras municipais, segundo iniciativa do Governo de Aznar, deverão desbloquear fundos para exumar os cadáveres, procurar identificá-los e honrar a sua memória. Trata-se de exorcizar esse «prelúdio ao Apocalipse», como o francês André Malraux chamou à Guerra Civil de Espanha.


Na vanguarda deste movimento pela memória está a Catalunha. Os documentários televisivos de Montse Armengou As Crianças Perdidas do Franquismo bateram recordes de audiência. E os catalães exigem a devolução dos seus arquivos espoliados durante a guerra civil e concentrados em Salamanca.»

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Fonte: Revista Visão

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