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3.7.03

O desafio de «Alexandra Alpha» 

Aceito, com agrado, o «desafio» lançado pelo Crítico a propósito de Alexandra Alpha, de José Cardoso Pires. Irei adicionar a obra às referências bibliográficas e, após uma leitura atenta do subtexto, farei uma nota de apresentação sobre ela.

«[...] n'O Delfim, que foi escrito mais ou menos entre 1963 e 1967, o que está em causa é a agonia dum Portugal tradicionalista, incapaz de se moldar aos valores contemporâneos. Um Portugal híbrido. De camponeses-operários como eu lhe chamo no romance, e o romance não ser outra coisa se não o fim das mitologias do poder rural. Em Alexandra Alpha o Portugal em causa é outro e de crise abertamente citadina. Ou seja, a crise que ali se debate é a de uma intelligentsia urbana complexada por um passado carregado de burguesia rural. Crise de identidade cultural, aberta e declaradamente, face à paisagem social. O mundo‚ lá fora, o mundo é a civilização industrial, o 25 de Abril vem aí, eles não sabem, mas vem, e, porque não sabem, inventam-se a si próprios. Se não inventamos o País, não cabemos mais nele, diz uma personagem do livro, suponho que a própria Alexandra Alpha. De tudo quanto se escreveu sobre o romance, daquilo que eu li, pelo menos, só Clara Ferreira Alves levantou referências inteligentes. O resto foi tudo atento, sim senhor, mas cheio de precauções, e eu até compreendo que Alexandra Alpha tenha deixado alguma incomodidade em muita gente, então não compreendo!»

José Cardoso Pires
in Cardoso Pires por Cardoso Pires,
entrev. de Artur Portela, 1.ª edição,
Publicações D. Quixote, 1991, 124 p., pp. 51

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