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22.7.03

Carta de Espanha 

Prossegue a publicação de poemas relativos à Guerra Civil de Espanha. Este, tendencialmente republicano, é de Joaquim Pessoa.

..

Carta de Espanha

Em Espanha morrem os homens
corações da fúria acesa
nas arenas que consomem
esta Espanha de tristeza

Em Espanha morrem os homens
de cabeça levantada

Ai quanto tempo apodrece
em cada veia rasgada
quanto morto que arrefece
em cada porta cerrada
quanta cela que escurece
esta luta ensanguentada

Ai sangue cobrindo a terra
dos Pirinéus à Galiza
ai homens na flor da guerra
ai pão que o povo precisa
ai fúria trazendo dentro
vontade de um povo forte
ai mesetas da verdade
desta luta até à morte.
Ai quanta farpa cravada
sobre a pátria de Quixote.
Quanta vida destroçada
pela força do garrote.

E o sangue virá bater-se
ao lado de quem resiste.
Por quem recusa vender-se
virá de espingarda em riste.

O sangue virá bater-se
por estes homens sofrendo
por estes homens cansados
por estas bocas doendo
por estes punhos cerrados
por estas noites perdidas
por estas mãos amarradas
pelas razões extorquidas
pelas razões esmagadas
por todas todas as vidas
que já foram garrotadas
por todos aqueles mortos
que não souberam de nada
o sangue virá bater-se
uma manhã em Madrid
ou uma noite em Granada.

Em Espanha morrem os homens
de cabeça levantada.


Joaquim Pessoa, in Amor Combate

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